domingo, 30 de setembro de 2012

8 - Facebook q.b

Vi o vídeo hoje, no Eixo do Mal e é realmente assustador o tipo de informação que as pessoas deixam, inconscientemente, no Facebook. É que se consegue acompanhar uma vida, ser tipo voyeur sem o outro se aperceber. Mais uma prova que apoia a minha visão sobre o Facebook: o mínimo dos mínimos!


sábado, 29 de setembro de 2012

87 - Má despesa pública

Por vezes consulto o Diário da República e leio situações escandalosas, desde reformas milionárias (quando se diz que não há dinheiro), a concursos com exigências tão específicas que se percebe logo que o lugar já está pensado para alguém, contratações de assessores a torto e a direito, entre outras. Depois, claro, na comunicação social sempre há uma ou outra notícia de exemplos óbvios de má gestão e má utilização dos dinheiros públicos. Para além das situações que presenciamos ou sabemos por amigos e conhecidos.

Perante tal informação tão dispersa sempre pensei que seria importante que se fosse compilando esta informação e que se investigasse a fundo. Casos pontuais, aqui e ali, minimizavam a gravidade das situações; se, pelo contrário houvesse uma junção de todos estes exemplos, todos perceberiam que isto não ia aguentar por muito tempo e que algum dia a bolha ia estoirar (cá estamos!!!). Até me fazia impressão como é que não havia um programa de televisão ou algum periódico que se dedicasse a isto! Eu, por falta de tempo, sempre fui adiando tal ideia, deixando o meu contributo cívico ou em fóruns, blogues e até emails para a comunicação social.

Mas hoje, ao ver o noticiário da manhã, fiquei muito contente pois, afinal, alguém havia tido a mesma ideia que eu e, melhor ainda, pô-la em prática: por acaso já conheciam o blogue Má despesa pública? Pois eu não (que pena!!!), mas vou querer acompanhar, ah, pois vou! Sobretudo, vou querer intervir. Se pensarmos, nós, população, cidadãos comuns, trabalhadores e pagadores de impostos, somos a maioria e deixamos que uma minoria de políticos e gente privilegiada faça o que quer do nosso país. NÃO PODE SER! Algum dia teremos que lhes dizer "Não, nem pensar, eu já fiz a minha parte; agora vocês assumam as responsabilidades dos cargos que têm e cuidadinho com o meu/nosso dinheiro que está nas vossas mãos. Se fizerem asneira, terão que pagar por isso, pois o meu/nosso dinheirinho mal gasto é que não, faz-me falta para outras coisas!" (e isto é a forma educada de dizer as coisas...). Temos que deixar de ser passivos e soltar a voz. Façamo-nos ouvir. Por que não fazer o seguinte: por cada notícia saída no blogue Má despesa pública todos os leitores enviariam uma carta ou um email a reclamar sobre a má utilização do seu dinheiro, dizendo "Não aceito determinado gasto"? Só o trabalho que lhes iríamos dar (sim, porque nestas instituições os documentos têm que dar entrada e ir a despacho), daria cá um gozo!! Entupimento geral! A pensar, não?

Acima de tudo quero deixar os meus parabéns aos mentores do blogue. Sucesso para esta nova etapa que se adivinha com o lançamento do livro. Um verdadeiro 87!!!


sábado, 22 de setembro de 2012

8 - Já é o terceiro 8 de hoje!

Trazer trabalho para casa quando se sabe que nos vão cortar no ordenado (quer seja através das taxas sociais únicas, subsídios de férias ou outra invenção qualquer, sim que este avança/recua, este diz que disse vai dar tudo ao mesmo: menos dinheiro no recibo de vencimento) é mesmo motivador!!! Mesmo muito motivador!!!! Trabalhar para aquecer. Mas se o trabalho não for feito, quem é que se lixa? É o mexilhão, pois claro...

Na próxima encarnação quero ser gato, mas não um gato qualquer, tipo vadio. Tem que ser um gato fino!! Boa vida!

8 - Discussão acesa sobre as Avenidas Novas

Mas por que razão é que estes políticos, assessores e supostos técnicos continuam a achar que têm o rei na barriga e que podem fazer e desfazer a seu bel-prazer? Qual a razão para não ouvirem as pessoas? Qual o motivo para não descerem do seu pedestal e enfrentar a realidade, vivenciando-a? Isto poder-se-ia aplicar a tanta coisa, mas hoje refiro-me ao debate que aqui falei sobre as "Novas Avenidas Novas". Aquilo esteve aceso, conforme refere a notícia do Público e que está disponível no blogue Cidadania Lx!!

Foto Público

8 - Até para o ano

Às 15h45 termina o Verão. Ooooooooooooooooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! O que menos gosto desta mudança de horário (não tarda nada) é que transforma as tardes em noites precipitadas. Bem, para o ano há mais!

"Deixa lá ver se chove."

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

As novas Avenidas Novas

Sem dúvida que se está perante uma mudança. Sem dúvida que no futuro se falará do antes e depois das Avenidas Novas. Sem dúvida que, a curto prazo, se viverá esta zona de uma outra forma.

Aliás, já se nota em toda a zona que liga o Arco Cego à Fundação Calouste Gulbenkian uma vivência muito mais saudável do espaço ao ar livre: as pessoas passeiam, sós ou em família, a pé ou de bicicleta, no alargado passeio com ciclovia, fazem jogging com um sorriso nos lábios e música a dar ritmo às passadas, os quiosques (que podiam ser, na minha opinião, mais bonitinhos!) e as suas esplanadas enchem estas avenidas de dinâmica e convívio, conferindo um certo ar de descontracção e de encontro nesta nova cidade. Contudo, haverá, de certeza, ainda muitas ideias boas para esta zona e é nosso dever contribuir na construção da cidade. Não esperemos, de braços cruzados, que as coisas surjam e que assim permaneçam. Por isso mesmo, acho extraordinária a oportunidade dada pela Câmara Municipal de Lisboa com o debate "Novas Avenidas Novas", que decorre hoje, 20 de Setembro, pelas 19h, no Palácio Galveias, que contará com a presença do Vereador da Mobilidade e Infra-estruturas. Os interessados que se façam ouvir!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

87 - Lisboa a pé

Quem não conhece o baralho de cartas da Lisbon Walker sobre sugestões de itinerários a pé e de bicicleta pela cidade, então não sabe o que está a perder!

Com estes dias ainda de sol e com uma brisa a correr, estes passeios a pé por Lisboa vêm mesmo a calhar. Difícil é escolher, portanto tirei uma carta ao calhas e saiu-me em sorte a nº 15, com a designação "As origens do fado", um percurso com início no Martim Moniz e a terminar em Alfama, mais especificamente no Museu do Fado. Mesmo a propósito, depois da visita à Mouraria, tendo hoje aprofundado ainda mais os conhecimentos e feito descobertas na minha, nossa cidade. Impressionante como a cidade ainda tem a capacidade de nos surpreender, com a sua luz, a sua arquitectura tão castiça, as suas gentes tão diversas, as ruas pitorescas. Esta nova visão permite sermos turistas na nossa própria terra, alcançando o que habitualmente não se vê. E, de máquina na mão, registam-se os pormenores que no dia a dia parecem ser tão invisíveis. Afinal, a beleza rodeia-nos:








87 - Música boa

Há tanto tempo que não ouvia esta música. E gosto tanto dela. O canal Vh1 fez-me recordá-la hoje,
mas como não chegou vou voltar a ouvir.

Only when I lose myself, Depeche Mode

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

87 - Coreografia colectiva - Bal Moderne


87 - Lisboa na rua

Os eventos integrados na programação Lisboa na rua continuam em alta e com uma qualidade irrepreensível.

Ontem, 9 de Setembro, não perdi a coreografia colectiva dos Bal Moderne, na Praça Martim Moniz. Foi muito, mas mesmo muito bom! As pessoas perderam a vergonha e, num momento de união e diversão, aprenderam os passos das coreografias apresentadas, que, apesar da aparente dificuldade, foram sendo apreendidas calmamente através de várias repetições. Se muitos afirmam que há muito cinzentismo por aí e caras fechadas e carrancudas por causa das graves dificuldades pelas quais todos nós passamos, ontem, pelo contrário vi muitos sorrisos, olhares rasgados de alegria e muita energia. Parabéns e obrigada EGEAC!


8 - ...pr'á austeridade

Mais do mesmo e sempre os pobres coitados a ter que ajudar a levantar o país. Medidas realmente corajosas e exemplares não as há? Sabiam que o nosso Exército é maior que o da Venezuela? E as Fundações que nem funcionam, nem têm quase pessoal (ou se o têm são Administradores e mais Administradores que nem sequer lá põem os pés!!) e apenas servem para receber subsídios do Estado? E o porquê da frota automóvel, telemóveis e despesas de representação dos membros de altos cargos do Estado?...

Tomem lá disto, meus caros governantes!

87 - Rota das tasquinhas e restaurantes da Mouraria

Durante a visita à Mouraria, tive conhecimento da rota das tasquinhas e restaurantes da Mouraria. Ainda não pude percorrer esta rota como pretendo, mas este texto já me deixou com água na boca:

 
 


"Aqui, pode ouvir uma morna enquanto saboreia a tradicional ginginha, convivendo com espaços onde cantou a Severa ou o Fernando Maurício; pode saborear um sarapatel goês enquanto ouve fado; pode cantar e dançar um samba enquanto se delicia com uma sardinha assada; pode degustar uma muqueca de camarão, uma feijoada brasileira ou portuguesa, enquanto ouve música indiana… Todos os caminhos são possíveis neste labirinto de ruas e culturas que é a Mouraria, não deixe de devorar estes mundos."

Mais informação aqui.



87 - Visitas cantadas na Mouraria

Sejamos sinceros: que imagem se tem da Mouraria? Não estarei muito longe da verdade se disser que a maioria não associa este bairro a um local idílico, mas sim a um local velho, de ruas estreitas e perigosas, vandalizado por pessoas que aí se instalaram de outras zonas do Mundo, num verdadeiro "melting-pot" ao estilo americano.

No entanto, alguém lá entrou realmente com olhos de ver? Com espírito aberto para perceber as vivências que aqui se geraram? Para entender as suas especificidades?

Através das Visitas cantadas na Mouraria tive oportunidade de conhecer a nova Mouraria que se abre, no verdadeiro sentido da palavra, para o Mundo. Vi uma Mouraria com garra, com história e tradição, com bairrismos no bom sentido da palavra, com identidade apesar das diversidades nas gentes e nos hábitos que lhe conferem um ar de originalidade. Acima de tudo, vi muita vontade de fazer, de levar para a frente, com muita energia, novas ideias e novos projectos, numa pró-actividade digna de se ver e de meter inveja a muitos que, por questões profissionais/políticas, deveriam ter esta postura.

Durante cerca de três horas, tive oportunidade de descobrir a beleza deste bairro tão típico de Lisboa, durante tanto tempo esquecido. Servem estas visitas precisamente para isso: usando como pretexto o fado, os visitantes são conduzidos pelas ruas, sendo-lhes dado a conhecer vários elementos históricos e curiosidades do local. Tudo grátis!

O ponto de encontro é na Igreja da Nossa Senhora da Saúde (Martim Moniz), onde se ouve um primeiro fado, com nomes desde Artur Batalha, a António Pinto Basto e Ana Sofia Varela (consoante programação). No Largo da Severa, há espaço para mais música, dando-se aí, sim, o especial destaque a este património imaterial da Humanidade. Depois, por entre ruas e ruelas, em sentido ascendente, vai-se acompanhando um guia cheio de "amor à camisola", com vontade de mudar a mentalidade dos visitantes em relação ao seu bairro. No que a mim diz respeito, conseguiu.

Agora que os dias já escurecem mais cedo, as visitas terminam com as luzes da cidade e as pernas a queixarem-se do esforço, mas com a mente a fervilhar com novos conhecimentos e o espírito mais aberto com as novas descobertas. Se antes se partiu daqui para o Mundo, agora a Mouraria trouxe o Mundo até si e esta mudança que se faz sentir a cada esquina (ainda há muito a fazer, sem dúvida, no entanto as máquinas estão lá prontas para avançar) de certeza que trará cada vez mais visitantes em descobrimentos citadinos! Parabéns à Associação Renovar a Mouraria e demais entidades pela visão e pela vontade de ir mais além!











segunda-feira, 3 de setembro de 2012

87 - Sem stress

Este post bem que podia ser um 8, pelo vento que se fazia sentir na praia. Podia reclamar da água fria, do cobertor que fez falta, da areia que me entrou na boca... Mas não, prefiro vê-lo como um momento bom, de descontracção: com um livro, sol, areia e o 'morzinho a espreitar lá atrás que se pode pedir mais? Verdadeiro 87!