terça-feira, 11 de setembro de 2012

87 - Lisboa a pé

Quem não conhece o baralho de cartas da Lisbon Walker sobre sugestões de itinerários a pé e de bicicleta pela cidade, então não sabe o que está a perder!

Com estes dias ainda de sol e com uma brisa a correr, estes passeios a pé por Lisboa vêm mesmo a calhar. Difícil é escolher, portanto tirei uma carta ao calhas e saiu-me em sorte a nº 15, com a designação "As origens do fado", um percurso com início no Martim Moniz e a terminar em Alfama, mais especificamente no Museu do Fado. Mesmo a propósito, depois da visita à Mouraria, tendo hoje aprofundado ainda mais os conhecimentos e feito descobertas na minha, nossa cidade. Impressionante como a cidade ainda tem a capacidade de nos surpreender, com a sua luz, a sua arquitectura tão castiça, as suas gentes tão diversas, as ruas pitorescas. Esta nova visão permite sermos turistas na nossa própria terra, alcançando o que habitualmente não se vê. E, de máquina na mão, registam-se os pormenores que no dia a dia parecem ser tão invisíveis. Afinal, a beleza rodeia-nos:








87 - Música boa

Há tanto tempo que não ouvia esta música. E gosto tanto dela. O canal Vh1 fez-me recordá-la hoje,
mas como não chegou vou voltar a ouvir.

Only when I lose myself, Depeche Mode

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

87 - Coreografia colectiva - Bal Moderne


87 - Lisboa na rua

Os eventos integrados na programação Lisboa na rua continuam em alta e com uma qualidade irrepreensível.

Ontem, 9 de Setembro, não perdi a coreografia colectiva dos Bal Moderne, na Praça Martim Moniz. Foi muito, mas mesmo muito bom! As pessoas perderam a vergonha e, num momento de união e diversão, aprenderam os passos das coreografias apresentadas, que, apesar da aparente dificuldade, foram sendo apreendidas calmamente através de várias repetições. Se muitos afirmam que há muito cinzentismo por aí e caras fechadas e carrancudas por causa das graves dificuldades pelas quais todos nós passamos, ontem, pelo contrário vi muitos sorrisos, olhares rasgados de alegria e muita energia. Parabéns e obrigada EGEAC!


8 - ...pr'á austeridade

Mais do mesmo e sempre os pobres coitados a ter que ajudar a levantar o país. Medidas realmente corajosas e exemplares não as há? Sabiam que o nosso Exército é maior que o da Venezuela? E as Fundações que nem funcionam, nem têm quase pessoal (ou se o têm são Administradores e mais Administradores que nem sequer lá põem os pés!!) e apenas servem para receber subsídios do Estado? E o porquê da frota automóvel, telemóveis e despesas de representação dos membros de altos cargos do Estado?...

Tomem lá disto, meus caros governantes!

87 - Rota das tasquinhas e restaurantes da Mouraria

Durante a visita à Mouraria, tive conhecimento da rota das tasquinhas e restaurantes da Mouraria. Ainda não pude percorrer esta rota como pretendo, mas este texto já me deixou com água na boca:

 
 


"Aqui, pode ouvir uma morna enquanto saboreia a tradicional ginginha, convivendo com espaços onde cantou a Severa ou o Fernando Maurício; pode saborear um sarapatel goês enquanto ouve fado; pode cantar e dançar um samba enquanto se delicia com uma sardinha assada; pode degustar uma muqueca de camarão, uma feijoada brasileira ou portuguesa, enquanto ouve música indiana… Todos os caminhos são possíveis neste labirinto de ruas e culturas que é a Mouraria, não deixe de devorar estes mundos."

Mais informação aqui.



87 - Visitas cantadas na Mouraria

Sejamos sinceros: que imagem se tem da Mouraria? Não estarei muito longe da verdade se disser que a maioria não associa este bairro a um local idílico, mas sim a um local velho, de ruas estreitas e perigosas, vandalizado por pessoas que aí se instalaram de outras zonas do Mundo, num verdadeiro "melting-pot" ao estilo americano.

No entanto, alguém lá entrou realmente com olhos de ver? Com espírito aberto para perceber as vivências que aqui se geraram? Para entender as suas especificidades?

Através das Visitas cantadas na Mouraria tive oportunidade de conhecer a nova Mouraria que se abre, no verdadeiro sentido da palavra, para o Mundo. Vi uma Mouraria com garra, com história e tradição, com bairrismos no bom sentido da palavra, com identidade apesar das diversidades nas gentes e nos hábitos que lhe conferem um ar de originalidade. Acima de tudo, vi muita vontade de fazer, de levar para a frente, com muita energia, novas ideias e novos projectos, numa pró-actividade digna de se ver e de meter inveja a muitos que, por questões profissionais/políticas, deveriam ter esta postura.

Durante cerca de três horas, tive oportunidade de descobrir a beleza deste bairro tão típico de Lisboa, durante tanto tempo esquecido. Servem estas visitas precisamente para isso: usando como pretexto o fado, os visitantes são conduzidos pelas ruas, sendo-lhes dado a conhecer vários elementos históricos e curiosidades do local. Tudo grátis!

O ponto de encontro é na Igreja da Nossa Senhora da Saúde (Martim Moniz), onde se ouve um primeiro fado, com nomes desde Artur Batalha, a António Pinto Basto e Ana Sofia Varela (consoante programação). No Largo da Severa, há espaço para mais música, dando-se aí, sim, o especial destaque a este património imaterial da Humanidade. Depois, por entre ruas e ruelas, em sentido ascendente, vai-se acompanhando um guia cheio de "amor à camisola", com vontade de mudar a mentalidade dos visitantes em relação ao seu bairro. No que a mim diz respeito, conseguiu.

Agora que os dias já escurecem mais cedo, as visitas terminam com as luzes da cidade e as pernas a queixarem-se do esforço, mas com a mente a fervilhar com novos conhecimentos e o espírito mais aberto com as novas descobertas. Se antes se partiu daqui para o Mundo, agora a Mouraria trouxe o Mundo até si e esta mudança que se faz sentir a cada esquina (ainda há muito a fazer, sem dúvida, no entanto as máquinas estão lá prontas para avançar) de certeza que trará cada vez mais visitantes em descobrimentos citadinos! Parabéns à Associação Renovar a Mouraria e demais entidades pela visão e pela vontade de ir mais além!











segunda-feira, 3 de setembro de 2012

87 - Sem stress

Este post bem que podia ser um 8, pelo vento que se fazia sentir na praia. Podia reclamar da água fria, do cobertor que fez falta, da areia que me entrou na boca... Mas não, prefiro vê-lo como um momento bom, de descontracção: com um livro, sol, areia e o 'morzinho a espreitar lá atrás que se pode pedir mais? Verdadeiro 87!




sexta-feira, 31 de agosto de 2012

87 - Bairro Arte

Esta loja devia ser riscada do mapa, devia mudar para outro lado, devia ser bombardeada, teletransportada para outra era ou dimensão... Porquê? Porque entrei e vi coisas tão giras, tão giras, tão giras que tive vontade de comprar tudo, daí o risco! Mas lá me contive, respirei fundo umas quantas vezes e acabei por trazer apenas uma placa identificativa, com dizeres bem engraçados e um ar vintage. E toda a loja é assim: a cada canto há uma peça nova a descobrir, uma peça deslumbrante, ou que nos intriga, ou que nos faz rir.

A Bairro Arte é uma loja de design e artesanato contemporâneo que se centra na originalidade, portanto não se espantem com as capas de telemóveis que mais parecem tabletes de chocolate ou salsichas com ovo estrelado (sim, leram bem!). De uma ponta a outra, a loja respira imaginação, bom gosto e diversão. Por outro lado, acaba por ser uma óptima forma de promoção da nossa cidade de Lisboa, sendo muitos dos objectos inspirados em conceitos e marcos da cidade (ai, a caixa de chocolates em forma de eléctrico tem que ser minha!). Já sei que quando andar pelo Chiado e Bairro Alto terei que passar por lá, nem que seja para ver as novidades. Também serve para inspiração para prendas originais. Já sei que vou perder algum tempinho, pois esta não é uma loja de entrar e sair, eu, pelo menos, estive bastante tempo a vasculhar a loja toda. Aconselho vivamente a visita.

Localização: Rua das Salgadeiras, 5 (Bairro Alto)
                    Rua Paiva de Andrade, 2 (Chiado)
                    Largo Camões (Cascais)


domingo, 12 de agosto de 2012

87 - Quem fala assim não é gago!

Com os Jogos Olímpicos a terminar, deixo aqui a frase dita por Mário Santos, chefe da Missão de Portugal, que, para mim, marcou o evento:

"Se todos tivéssemos a mesma competência e o mesmo nível que têm os nossos atletas, estou convencido de que seríamos um país muito mais desenvolvido."

"Mai" nada!
E a quem servir a carapuça...


sábado, 4 de agosto de 2012

87 - Às portas de Lisboa




8 - Ice Power

Tenho uma teoria que até pode ser parva, mas é a minha teoria e pronto! Sempre achei que, mesmo que um produto não fosse bom, pelo menos durante as campanhas de lançamento ou nas amostras que distribuem ao pessoal, haveria um cuidado extra e até fizessem uma remessa especial do produto para cativar o cliente.

E não há nada como receber umas ofertas grátis, bem como experimentar um produto novo. Esta semana, por exemplo, recebi uma amostra de um produto chamado Ice Power Cold Gel que, segundo consta, alivia a dor através da terapia a frio. Ora, parecia que estava mesmo a calhar, pois nesse dia estava com as pernas doridas. Contentinha da vida, besuntei-me com o gel à espera do milagre anunciado e... fiquei igual! Supostamente deveria sentir uma sensação de frescura automática, mas senti o mesmo frio que sentiria com outro creme qualquer. Lá que fiquei com um cheiro extra a eucalipto e mentol, isso é verdade. E quanto às dores, lá permaneceram.

Mas dei o benefício da dúvida e dei a testar ao homem da casa, o mais encalorado do mundo e que, após os jogos de futebol, bem que precisa de uma ajudinha para as dores e... nada. Bem, há outros produtos da marca Ice Power que não conheço, até podem ser muito bons, mas, por esta amostra que, supostamente, deveria mostrar o melhor, não fiquei com muita curiosidade de conhecer o resto.

O produto e o vale de desconto

Sempre dá para as brincadeiras do gato!