segunda-feira, 10 de setembro de 2012

8 - ...pr'á austeridade

Mais do mesmo e sempre os pobres coitados a ter que ajudar a levantar o país. Medidas realmente corajosas e exemplares não as há? Sabiam que o nosso Exército é maior que o da Venezuela? E as Fundações que nem funcionam, nem têm quase pessoal (ou se o têm são Administradores e mais Administradores que nem sequer lá põem os pés!!) e apenas servem para receber subsídios do Estado? E o porquê da frota automóvel, telemóveis e despesas de representação dos membros de altos cargos do Estado?...

Tomem lá disto, meus caros governantes!

87 - Rota das tasquinhas e restaurantes da Mouraria

Durante a visita à Mouraria, tive conhecimento da rota das tasquinhas e restaurantes da Mouraria. Ainda não pude percorrer esta rota como pretendo, mas este texto já me deixou com água na boca:

 
 


"Aqui, pode ouvir uma morna enquanto saboreia a tradicional ginginha, convivendo com espaços onde cantou a Severa ou o Fernando Maurício; pode saborear um sarapatel goês enquanto ouve fado; pode cantar e dançar um samba enquanto se delicia com uma sardinha assada; pode degustar uma muqueca de camarão, uma feijoada brasileira ou portuguesa, enquanto ouve música indiana… Todos os caminhos são possíveis neste labirinto de ruas e culturas que é a Mouraria, não deixe de devorar estes mundos."

Mais informação aqui.



87 - Visitas cantadas na Mouraria

Sejamos sinceros: que imagem se tem da Mouraria? Não estarei muito longe da verdade se disser que a maioria não associa este bairro a um local idílico, mas sim a um local velho, de ruas estreitas e perigosas, vandalizado por pessoas que aí se instalaram de outras zonas do Mundo, num verdadeiro "melting-pot" ao estilo americano.

No entanto, alguém lá entrou realmente com olhos de ver? Com espírito aberto para perceber as vivências que aqui se geraram? Para entender as suas especificidades?

Através das Visitas cantadas na Mouraria tive oportunidade de conhecer a nova Mouraria que se abre, no verdadeiro sentido da palavra, para o Mundo. Vi uma Mouraria com garra, com história e tradição, com bairrismos no bom sentido da palavra, com identidade apesar das diversidades nas gentes e nos hábitos que lhe conferem um ar de originalidade. Acima de tudo, vi muita vontade de fazer, de levar para a frente, com muita energia, novas ideias e novos projectos, numa pró-actividade digna de se ver e de meter inveja a muitos que, por questões profissionais/políticas, deveriam ter esta postura.

Durante cerca de três horas, tive oportunidade de descobrir a beleza deste bairro tão típico de Lisboa, durante tanto tempo esquecido. Servem estas visitas precisamente para isso: usando como pretexto o fado, os visitantes são conduzidos pelas ruas, sendo-lhes dado a conhecer vários elementos históricos e curiosidades do local. Tudo grátis!

O ponto de encontro é na Igreja da Nossa Senhora da Saúde (Martim Moniz), onde se ouve um primeiro fado, com nomes desde Artur Batalha, a António Pinto Basto e Ana Sofia Varela (consoante programação). No Largo da Severa, há espaço para mais música, dando-se aí, sim, o especial destaque a este património imaterial da Humanidade. Depois, por entre ruas e ruelas, em sentido ascendente, vai-se acompanhando um guia cheio de "amor à camisola", com vontade de mudar a mentalidade dos visitantes em relação ao seu bairro. No que a mim diz respeito, conseguiu.

Agora que os dias já escurecem mais cedo, as visitas terminam com as luzes da cidade e as pernas a queixarem-se do esforço, mas com a mente a fervilhar com novos conhecimentos e o espírito mais aberto com as novas descobertas. Se antes se partiu daqui para o Mundo, agora a Mouraria trouxe o Mundo até si e esta mudança que se faz sentir a cada esquina (ainda há muito a fazer, sem dúvida, no entanto as máquinas estão lá prontas para avançar) de certeza que trará cada vez mais visitantes em descobrimentos citadinos! Parabéns à Associação Renovar a Mouraria e demais entidades pela visão e pela vontade de ir mais além!











segunda-feira, 3 de setembro de 2012

87 - Sem stress

Este post bem que podia ser um 8, pelo vento que se fazia sentir na praia. Podia reclamar da água fria, do cobertor que fez falta, da areia que me entrou na boca... Mas não, prefiro vê-lo como um momento bom, de descontracção: com um livro, sol, areia e o 'morzinho a espreitar lá atrás que se pode pedir mais? Verdadeiro 87!




sexta-feira, 31 de agosto de 2012

87 - Bairro Arte

Esta loja devia ser riscada do mapa, devia mudar para outro lado, devia ser bombardeada, teletransportada para outra era ou dimensão... Porquê? Porque entrei e vi coisas tão giras, tão giras, tão giras que tive vontade de comprar tudo, daí o risco! Mas lá me contive, respirei fundo umas quantas vezes e acabei por trazer apenas uma placa identificativa, com dizeres bem engraçados e um ar vintage. E toda a loja é assim: a cada canto há uma peça nova a descobrir, uma peça deslumbrante, ou que nos intriga, ou que nos faz rir.

A Bairro Arte é uma loja de design e artesanato contemporâneo que se centra na originalidade, portanto não se espantem com as capas de telemóveis que mais parecem tabletes de chocolate ou salsichas com ovo estrelado (sim, leram bem!). De uma ponta a outra, a loja respira imaginação, bom gosto e diversão. Por outro lado, acaba por ser uma óptima forma de promoção da nossa cidade de Lisboa, sendo muitos dos objectos inspirados em conceitos e marcos da cidade (ai, a caixa de chocolates em forma de eléctrico tem que ser minha!). Já sei que quando andar pelo Chiado e Bairro Alto terei que passar por lá, nem que seja para ver as novidades. Também serve para inspiração para prendas originais. Já sei que vou perder algum tempinho, pois esta não é uma loja de entrar e sair, eu, pelo menos, estive bastante tempo a vasculhar a loja toda. Aconselho vivamente a visita.

Localização: Rua das Salgadeiras, 5 (Bairro Alto)
                    Rua Paiva de Andrade, 2 (Chiado)
                    Largo Camões (Cascais)


domingo, 12 de agosto de 2012

87 - Quem fala assim não é gago!

Com os Jogos Olímpicos a terminar, deixo aqui a frase dita por Mário Santos, chefe da Missão de Portugal, que, para mim, marcou o evento:

"Se todos tivéssemos a mesma competência e o mesmo nível que têm os nossos atletas, estou convencido de que seríamos um país muito mais desenvolvido."

"Mai" nada!
E a quem servir a carapuça...


sábado, 4 de agosto de 2012

87 - Às portas de Lisboa




8 - Ice Power

Tenho uma teoria que até pode ser parva, mas é a minha teoria e pronto! Sempre achei que, mesmo que um produto não fosse bom, pelo menos durante as campanhas de lançamento ou nas amostras que distribuem ao pessoal, haveria um cuidado extra e até fizessem uma remessa especial do produto para cativar o cliente.

E não há nada como receber umas ofertas grátis, bem como experimentar um produto novo. Esta semana, por exemplo, recebi uma amostra de um produto chamado Ice Power Cold Gel que, segundo consta, alivia a dor através da terapia a frio. Ora, parecia que estava mesmo a calhar, pois nesse dia estava com as pernas doridas. Contentinha da vida, besuntei-me com o gel à espera do milagre anunciado e... fiquei igual! Supostamente deveria sentir uma sensação de frescura automática, mas senti o mesmo frio que sentiria com outro creme qualquer. Lá que fiquei com um cheiro extra a eucalipto e mentol, isso é verdade. E quanto às dores, lá permaneceram.

Mas dei o benefício da dúvida e dei a testar ao homem da casa, o mais encalorado do mundo e que, após os jogos de futebol, bem que precisa de uma ajudinha para as dores e... nada. Bem, há outros produtos da marca Ice Power que não conheço, até podem ser muito bons, mas, por esta amostra que, supostamente, deveria mostrar o melhor, não fiquei com muita curiosidade de conhecer o resto.

O produto e o vale de desconto

Sempre dá para as brincadeiras do gato!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

87 - Fazer a diferença

Saber que se faz a diferença na vida de alguém é tão bom!!!!

Trabalho para públicos de várias idades, mas assumo o meu especial carinho pelas crianças e jovens. Nem sempre é fácil, às vezes quase que me levam à loucura (momentânea, claro...!) e, particularmente no local onde trabalho, deparo-me com situações que me deixam sem chão, perante casos de maus tratos, falta de interesse da família, maus caminhos, enfim, uma tristeza. Por isso, não pensem que tenho meninos cutchi cutchi, super educadinhos, prestáveis, cheios de lacinhos cor-de-rosa e meias azuis, mas de qualquer forma é um prazer trabalhar com/para eles.

E precisamente com um desses jovens nada cutchi cutchi, aconteceu algo de extraordinário ontem. Vinha eu descansadinha, depois da minha hora do almoço, quase a entrar no edifício onde trabalho, quando vi esse jovem a segurar qualquer coisa, com outros jovens muito interessados a olhar. Apercebi-me que era um telemóvel e, por instantes, os meus olhos trocaram com os dele e vi nitidamente um momento de hesitação. E, naqueles breves segundos, aqueles olhos, antes tão interessados e maravilhados com a descoberta, transformaram-se na certeza de estar a fazer o mais correcto: o rapaz dirigiu-se a mim e disse que tinha encontrado o telemóvel no chão, telemóvel esse que poderia ser de alguém da instituição ou algum frequentador. Podem não perceber a grandeza do gesto, pois não conhecem o jovem e não vale a pena falar do passado e historial dele, mas que a mim me encheu de orgulho, lá isso encheu! Parece que estamos a ter uma influência positiva!

Tão feliz que até dá para rebolar!




87 - Dyrup White Collection

Parece que dizem por aí que o branco é a tendência de 2012 para decoração (e não só). Cá para mim, o branco sempre foi tendência: embora goste muito de cores, acho que o branco na decoração é a base, sobretudo nas paredes. Um clássico que, para mim, é eterno.

Depois, as pinceladas e jogos de cor fazem-se com elementos de decoração, podendo-se alterar completamente um espaço com a substituição por outros elementos de outra cor. Eventualmente, e como hoje está na moda, uma parede pode ter outra cor ou papel de parede (ai o Querido, Mudei a Casa dá-me cá umas ideias - o meu 'mor até fica com medo!!!). Mas, nas restantes, para mim a escolha é sempre branco. Um arco-íris é que não vai com nada!

Ora, este palavreado surge a partir da nova colecção de tintas, a Dyrup White Collection, num trabalho em parceria com a decoradora Maria Barros. "Colecção de tintas para a cor branca?", perguntam vocês. Pois é, brancos há muitos (4 tons) e com nomes muito sofisticados, como: Branco Polar, Branco Lunar, Branco Safari (???onde é que foram buscar esta ideia???) e Branco Nórdico. Por incrível que pareça, os tons são tão distintos que pintar uma parede apenas com riscas brancas é algo que já não parece tão louco. Pelas imagens que vi, fica liiiiindoooo! E esta é a questão central, como ainda não experimentei, só posso falar do que vi através do site da Dyrup e parece que, em torno desta ideia de se dar ênfase aos tons brancos, está uma campanha de divulgação muito bem estruturada: a escolha de uma decoradora de interiores com nome, toda uma construção de imagem de uma linha da marca com o site e o blogue, os workshops promovidos e, sobretudo, um serviço interessante chamado "Serviço VIP pintura" (por 199€, com tudo incluído, poderá ver qualquer espaço da sua casa mais luminosa e fresca com esta gama de tintas), tudo isto traz uma nova dinâmica a uma "simples" colecção de tintas. E parece-me ser uma aposta muito inteligente porque, afinal, "white is the new black", certo Maria?


domingo, 8 de julho de 2012

87 - Por agora...

Mudei para a MEO e está a correr bem.

O comando é MEO.

8 - Isto está podre

Eu sei que todos falam do assunto, mas não podia deixar de registar aqui o que penso. Estas últimas notícias dos nossos políticos e das sua políticas revolvem-me as entranhas, enervam-me, enraivecem-me, dão-me vómitos. E, não querendo generalizar, penso se teremos políticos ou oportunistas...

1º O caso Macário Correia - para além da sentença, sobre a qual não me vou pronunciar (sei lá se tem razão, se não tem, não conheço os detalhes), há o caso das reformas. Tanta gente a passar dificuldades, tanta gente sem nenhum e o senhor tem direito a duas reformas, uma reforma antecipada por serviço público e outra por ter sido deputado? Por enquanto parece que vai optar por receber o vencimento como autarca, que é melhor, pois claro. Esperto!

Mas que raio é isto da pensão vitalícia? Isto não é um convite a ir-se para a Política simplesmente para isto e outras regalias? Eu - felizmente para a minha ética, mas infelizmente para o meu bolso - nunca seria capaz de ir para a Política por interesse. Acho-a demasiado importante para ser usada para esses fins. Todos nós somos políticos, ou deveríamos sê-lo, e exercer a nossa cidadania com mais participação, alertas, sugestões, ou seja, com mais pró-actividade. No entanto, quem tem boas intenções não vinga: ou "mata" ou "é morto". E normalmente é isto que acontece aos bons, é morto, salvo seja. Lembro as palavras de uma professora minha que se tentou envolver, mas ao ver as regalias, o carro e motorista a que tinha direito, as influências, os recadinhos de corredor, mas, acima de tudo, a teia, desistiu e deixou a Assembleia. E é assim que acabamos por ficar: com pessoas que estão lá para receber. E a Política é dar, dar, dar!

2º A inconstitucionalidade do corte dos subsídios e as novas "ideias" que já pairam no ar - claro que essas novas ideias recaem novamente sobre nós, principalmente a classe média, sempre a "pobrezinha" do costume. Não seria esta a oportunidade para se mostrar coragem política e, de uma vez por todas, mostrarem o que são verdadeiros políticos com tomates? Fundações, parcerias público-privadas, assessores e gabinetes, pensões vitalícias, despesas de representação, viaturas usadas como se fossem pessoais, viagens para a família, telemóveis, plafonds, revistas e jornais de interesse particular pagos pelo Estado, jantares e festas, grupos de trabalho para tudo e mais alguma coisa e as pessoas que lá são colocadas (com experiência e CV fenomenais, imagino!)... haveria tanto, mas tanto por onde cortar. Creio que ficaríamos espantados com os valores, de certezinha!

3º A bela da Licenciatura/Novas Oportunidades de Miguel Relvas - um político deve ser um exemplo! Aliás, não deve, tem que ser um modelo a seguir. E isto que se está a passar é vergonhoso. De uma tremenda injustiça, para todos os que passam anos a lutar, a estudar até altas horas. Se realmente é verdade, qual a razão para se dar equivalência a tantas disciplinas, sem qualquer exame, sem frequência de aulas, sem esforço a alguém que, só por estar num partido, se diz possuidor de vasta experiência? Experiência tem o senhor aqui da zona de 60 anos que viajou e trabalhou pelo mundo, teve negócio próprio e trabalhou para outros, que teve que deixar mulher e filhos para conseguir algo melhor, que aprendeu a safar-se em Francês, Inglês, Castelhano, que quase morreu ao cair na construção de um prédio, que voltou à terra depois disto tudo e a vê assim, pensando novamente se não será melhor emigrar. Isto sim é experiência. Pelos vistos já dava para Doutoramento.

Perante isto tudo, o que se há-de pensar? O problema é que isto está de tal forma enraizado que é perfeitamente normal ouvir alguém dizer que se vai inscrever num partido para a vida lhe passar a correr melhor. Numa conversa de amigos, há uns anos (tão inocente!!!) eu bem me ria com um amigo que se mostrava revoltado por não se conseguir nada por mérito, estando cansado de lutar e nada conseguir, pelo que tinha a brilhante ideia de ir para a Política. E eu ria, ria, com a ideia anedótica dele. No entanto, pelos vistos, esta não é uma ideia ridícula para muitos e dão o passo para um futuro promissor. Assim já não dá para rir.

Solução para isto? Nada é perfeito, mas há pouco tempo tive um sonho (já ouviram isto, não?) em que os políticos estavam no poder sem regalias e um vencimento normalíssimo e, só no final do seu mandato, eram avaliados, sendo a população a decidir se tinham direito a um prémio de considerável valor ou não pelo seu desempenho. Utópico, dirão. Perfeito? Claro que não. Mas talvez melhor do que o que temos agora. Entretanto, vou continuar a sonhar, pois esta realidade política cheira muito mal.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

8 - Há coisas que não entendo!

Devo ser mesmo burrinha para não perceber certas coisas!! Quando no meu serviço lembro-me de uma nova proposta ou medida tenho que levá-las a apreciação aos meus superiores. Primeiro verifico se não há qualquer tipo de impossibilidade. Tenho, pois, que ter a certeza que é viável... Ora, porque raio é que se decidiu cortar os subsídios dos funcionários públicos e pensionistas e só agora se chegou à inteligente conclusão que é inconstitucional? Não se tinha avaliado essa questão antes!?

Cara de choque!