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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

8 - Silly season

A silly season já por cá anda há muito tempo, mas quando um tribunal declara que trabalhar alcoolizado pode ser produtivo, algo muito surreal se passa. Claro indicador do estado da nossa Justiça.

Se assim é, srs. governantes, as 40 horas semanais de nada servirão na Função Pública. Bar aberto em todos os serviços em nome da produtividade!


Sonho ou realidade? Só pode ser um pesadelo!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

8 ou 87 - Anda tudo a dormir!

Pode ser um 87, pelo insólito, pois parece que o pobre do Gaspar já tinha falado da presença de membros do FMI para apoiar na reestruturação do Estado e ninguém o ouviu. Acho que toda a gente já está a dormir quando ele já vai na segunda palavra do discurso!! E repetiu o assunto pelo menos em três ocasiões diferentes, conforme noticiou a RTP. Mas só agora é que toda a gente acordou, especialmente a oposição, quando o Marques Mendes falou na TVI.

Mas não deixa de ser um 8, precisamente porque já ninguém ouve o Ministro das Finanças... Os comentadores é que servem para trocar por miúdos aquilo que os membros do Governo andam a fazer, já que ninguém os percebe.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

8 - Subvenções vitalícias

Embora esta infografia do Expresso já tenha um ano, é mais do que nunca um tema que se deve retomar: se nos pedem para apertar o cinto, então, de uma vez por todas, dêem o exemplo, pá!

Que sentido faz uma subvenção vitalícia? Esta gente toda está a trabalhar e não me parece que estejam a passar fome para continuar a viver à custa do Estado, ainda por cima com valores para lá dos 1.000€. Há quem receba mais de 9.000!!! Como é que assim se tem autoridade e moral para falar, por exemplo, dos que se encostam ao subsídio de inserção social? Vá lá minha gente, não ouviram a Sra. Ministra da Justiça? Ai, ai, tanta gente que tem que lavar os ouvidos!

87 - Uma nova palavra para o dicionário

Epá, a designação governo de Gaspassos é genial! Parece que foi um amigo do Daniel Oliveira, do Eixo do Mal, que a usou!  Só acho é que falta algum tomate neste gaspacho, mas pronto...Tem direitos de autor ou posso também usá-la?

sábado, 29 de setembro de 2012

87 - Má despesa pública

Por vezes consulto o Diário da República e leio situações escandalosas, desde reformas milionárias (quando se diz que não há dinheiro), a concursos com exigências tão específicas que se percebe logo que o lugar já está pensado para alguém, contratações de assessores a torto e a direito, entre outras. Depois, claro, na comunicação social sempre há uma ou outra notícia de exemplos óbvios de má gestão e má utilização dos dinheiros públicos. Para além das situações que presenciamos ou sabemos por amigos e conhecidos.

Perante tal informação tão dispersa sempre pensei que seria importante que se fosse compilando esta informação e que se investigasse a fundo. Casos pontuais, aqui e ali, minimizavam a gravidade das situações; se, pelo contrário houvesse uma junção de todos estes exemplos, todos perceberiam que isto não ia aguentar por muito tempo e que algum dia a bolha ia estoirar (cá estamos!!!). Até me fazia impressão como é que não havia um programa de televisão ou algum periódico que se dedicasse a isto! Eu, por falta de tempo, sempre fui adiando tal ideia, deixando o meu contributo cívico ou em fóruns, blogues e até emails para a comunicação social.

Mas hoje, ao ver o noticiário da manhã, fiquei muito contente pois, afinal, alguém havia tido a mesma ideia que eu e, melhor ainda, pô-la em prática: por acaso já conheciam o blogue Má despesa pública? Pois eu não (que pena!!!), mas vou querer acompanhar, ah, pois vou! Sobretudo, vou querer intervir. Se pensarmos, nós, população, cidadãos comuns, trabalhadores e pagadores de impostos, somos a maioria e deixamos que uma minoria de políticos e gente privilegiada faça o que quer do nosso país. NÃO PODE SER! Algum dia teremos que lhes dizer "Não, nem pensar, eu já fiz a minha parte; agora vocês assumam as responsabilidades dos cargos que têm e cuidadinho com o meu/nosso dinheiro que está nas vossas mãos. Se fizerem asneira, terão que pagar por isso, pois o meu/nosso dinheirinho mal gasto é que não, faz-me falta para outras coisas!" (e isto é a forma educada de dizer as coisas...). Temos que deixar de ser passivos e soltar a voz. Façamo-nos ouvir. Por que não fazer o seguinte: por cada notícia saída no blogue Má despesa pública todos os leitores enviariam uma carta ou um email a reclamar sobre a má utilização do seu dinheiro, dizendo "Não aceito determinado gasto"? Só o trabalho que lhes iríamos dar (sim, porque nestas instituições os documentos têm que dar entrada e ir a despacho), daria cá um gozo!! Entupimento geral! A pensar, não?

Acima de tudo quero deixar os meus parabéns aos mentores do blogue. Sucesso para esta nova etapa que se adivinha com o lançamento do livro. Um verdadeiro 87!!!


domingo, 8 de julho de 2012

8 - Isto está podre

Eu sei que todos falam do assunto, mas não podia deixar de registar aqui o que penso. Estas últimas notícias dos nossos políticos e das sua políticas revolvem-me as entranhas, enervam-me, enraivecem-me, dão-me vómitos. E, não querendo generalizar, penso se teremos políticos ou oportunistas...

1º O caso Macário Correia - para além da sentença, sobre a qual não me vou pronunciar (sei lá se tem razão, se não tem, não conheço os detalhes), há o caso das reformas. Tanta gente a passar dificuldades, tanta gente sem nenhum e o senhor tem direito a duas reformas, uma reforma antecipada por serviço público e outra por ter sido deputado? Por enquanto parece que vai optar por receber o vencimento como autarca, que é melhor, pois claro. Esperto!

Mas que raio é isto da pensão vitalícia? Isto não é um convite a ir-se para a Política simplesmente para isto e outras regalias? Eu - felizmente para a minha ética, mas infelizmente para o meu bolso - nunca seria capaz de ir para a Política por interesse. Acho-a demasiado importante para ser usada para esses fins. Todos nós somos políticos, ou deveríamos sê-lo, e exercer a nossa cidadania com mais participação, alertas, sugestões, ou seja, com mais pró-actividade. No entanto, quem tem boas intenções não vinga: ou "mata" ou "é morto". E normalmente é isto que acontece aos bons, é morto, salvo seja. Lembro as palavras de uma professora minha que se tentou envolver, mas ao ver as regalias, o carro e motorista a que tinha direito, as influências, os recadinhos de corredor, mas, acima de tudo, a teia, desistiu e deixou a Assembleia. E é assim que acabamos por ficar: com pessoas que estão lá para receber. E a Política é dar, dar, dar!

2º A inconstitucionalidade do corte dos subsídios e as novas "ideias" que já pairam no ar - claro que essas novas ideias recaem novamente sobre nós, principalmente a classe média, sempre a "pobrezinha" do costume. Não seria esta a oportunidade para se mostrar coragem política e, de uma vez por todas, mostrarem o que são verdadeiros políticos com tomates? Fundações, parcerias público-privadas, assessores e gabinetes, pensões vitalícias, despesas de representação, viaturas usadas como se fossem pessoais, viagens para a família, telemóveis, plafonds, revistas e jornais de interesse particular pagos pelo Estado, jantares e festas, grupos de trabalho para tudo e mais alguma coisa e as pessoas que lá são colocadas (com experiência e CV fenomenais, imagino!)... haveria tanto, mas tanto por onde cortar. Creio que ficaríamos espantados com os valores, de certezinha!

3º A bela da Licenciatura/Novas Oportunidades de Miguel Relvas - um político deve ser um exemplo! Aliás, não deve, tem que ser um modelo a seguir. E isto que se está a passar é vergonhoso. De uma tremenda injustiça, para todos os que passam anos a lutar, a estudar até altas horas. Se realmente é verdade, qual a razão para se dar equivalência a tantas disciplinas, sem qualquer exame, sem frequência de aulas, sem esforço a alguém que, só por estar num partido, se diz possuidor de vasta experiência? Experiência tem o senhor aqui da zona de 60 anos que viajou e trabalhou pelo mundo, teve negócio próprio e trabalhou para outros, que teve que deixar mulher e filhos para conseguir algo melhor, que aprendeu a safar-se em Francês, Inglês, Castelhano, que quase morreu ao cair na construção de um prédio, que voltou à terra depois disto tudo e a vê assim, pensando novamente se não será melhor emigrar. Isto sim é experiência. Pelos vistos já dava para Doutoramento.

Perante isto tudo, o que se há-de pensar? O problema é que isto está de tal forma enraizado que é perfeitamente normal ouvir alguém dizer que se vai inscrever num partido para a vida lhe passar a correr melhor. Numa conversa de amigos, há uns anos (tão inocente!!!) eu bem me ria com um amigo que se mostrava revoltado por não se conseguir nada por mérito, estando cansado de lutar e nada conseguir, pelo que tinha a brilhante ideia de ir para a Política. E eu ria, ria, com a ideia anedótica dele. No entanto, pelos vistos, esta não é uma ideia ridícula para muitos e dão o passo para um futuro promissor. Assim já não dá para rir.

Solução para isto? Nada é perfeito, mas há pouco tempo tive um sonho (já ouviram isto, não?) em que os políticos estavam no poder sem regalias e um vencimento normalíssimo e, só no final do seu mandato, eram avaliados, sendo a população a decidir se tinham direito a um prémio de considerável valor ou não pelo seu desempenho. Utópico, dirão. Perfeito? Claro que não. Mas talvez melhor do que o que temos agora. Entretanto, vou continuar a sonhar, pois esta realidade política cheira muito mal.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

8 - Há coisas que não entendo!

Devo ser mesmo burrinha para não perceber certas coisas!! Quando no meu serviço lembro-me de uma nova proposta ou medida tenho que levá-las a apreciação aos meus superiores. Primeiro verifico se não há qualquer tipo de impossibilidade. Tenho, pois, que ter a certeza que é viável... Ora, porque raio é que se decidiu cortar os subsídios dos funcionários públicos e pensionistas e só agora se chegou à inteligente conclusão que é inconstitucional? Não se tinha avaliado essa questão antes!?

Cara de choque!

terça-feira, 26 de junho de 2012

8 - Sobre o direito de reclamar

E diz o Miguel Sousa Tavares que as pessoas que vaiaram o nosso querido Presidente da República fizeram muito mal.

Caro Miguel Sousa Tavares, por acaso gosto de o ouvir falar, mas já o vi melhor. Pronto é a sua opinião, ok. Eu cá acho estranho que pessoas que assistem à complacência e até veemência do senhor Presidente para com situações como a conduta de certos políticos (na Madeira, então, ele é um verdadeiro fã de muitos...), às escutas, ao BPN, etc., se mantenham caladas. Eu cá acho estranho que pessoas que vêem o seu Presidente a mentir com todos os dentes sobre a sua reforma se mantenham caladas. Eu continuo a achar muito estranho que pessoas que assistem à promulgação do Código do Trabalho, com cada vez menos protecção (e os srs. políticos também não poderiam cortar algo do que é seu, para dar o exemplo?), batam palmas e dêem gritos de louvor. Chamaria a isso hipocrisia.

Por isso, se há descontentamento há que mostrá-lo. Não digo para se chegar ao extremo dos ataques verbais por ataques verbais. Mas que outra forma tem o simples cidadão de chegar ao Sr. Presidente? Se eu lhe escrever uma carta, quem a vai ler será um "pobre" assessor. Se escrever no Facebook, não me parece que o deixem ficar muito tempo no mural. Se for ao seu palacete bater à porta, acho que sou corrida a pontapé. Por isso, força aos apupos e reclamações. Ou querem que os nossos políticos, vindos da sua redoma de fantasia, continuem a pensar que os portugueses até estão bem, pois ninguém reclama? Um bocadinho de medo não faz mal a ninguém... se calhar até fariam melhor o seu trabalho...

 Foto: Sic Notícias