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quinta-feira, 21 de junho de 2012

87 - Máximas que são um máximo

  Quando nos lembramos de uma frase que apetece gritar ao mundo:

"Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce"
Fernando Pessoa

sábado, 21 de abril de 2012

87 - Fernando Pessoa

Já que hoje andei com o tema do controlo de custos...

"Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. 
Sentir tudo de todas as maneiras.   
Sentir tudo excessivamente,   
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas  
E toda a realidade é um excesso, uma violência,   
Uma alucinação extraordinariamente nítida  
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,   
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas  
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos. "

Álvaro de Campos

quinta-feira, 12 de abril de 2012

87 - Depois da exposição...

"Sentir tudo de todas as maneiras,   
Viver tudo de todos os lados,  
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,  
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos  
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo."



Álvaro de Campos

sábado, 7 de abril de 2012

87 - "Eu sou muitos"

Fui ver a exposição sobre Fernando Pessoa na Fundação Calouste Gulbenkian. Embora esperasse que fosse maior, adorei o que vi: simples, fiel, completa, complexa (bem, com um - ou vários - personagens daquele(s) não seria difícil!...) e aprendi para além do que sabia. Aprendi que Pessoa era um empreendedor, mas com pouca sorte (ou pouca capacidade de gestão, não sei). Criava jornais seus, tentou ter editoras, a gráfica. Aliás, a imaginação é o motor de muita coisa, o problema é depois passar essas ideias para o plano do concreto e, pelos vistos, Fernando Pessoa foi tentando. E só isso já diz muito dele. A sua capacidade de iniciativa e de coragem são, pois, um exemplo.

Aprendi também que teve que lidar com o conceito de morte constantemente ao longo da sua vida. E de gente muito próxima. Seria provavelmente diferente naquela época, em que as pessoas morriam muito cedo, a tuberculose espreitava em cada esquina, mas não deixaria de marcar, creio. Aceitou ele esse conceito, não o aceitou? Angustiou-o? Influenciou-o na escrita? Provavelmente.

Outras coisas que já sabia foram reforçadas pela exposição, dando para perceber a sensibilidade, complexidade, instabilidade, solidão e ânsia deste grande poeta. Todas estas suas características do "Eu sou muitos" está muito bem representada através dos painéis dos vários heterónimos, dos jogos de espelhos, do ambiente escuro, da desfragmentação das palavras em determinados vídeos. Ainda a referir a interactividade que torna a exposição ainda mais rica (então para cativar crianças e jovens não há melhor). Conclusão: a não perder!